Foto: PF em frente o gabinete em Eunápolis

Nesta quinta-feira, 07, completa um mês da deflagração da Operação Fraternos nos municípios de Eunápolis, Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália.

Essas ações deixaram rastros e estragos jamais vistos na história desses municípios. Não que sejamos contra as investigações da Justiça sobre os atos praticados ao longo de oito anos, pelas empresas investigadas e pelos atos dos gestores afastados.

O que estamos colocando neste texto, de uma forma aberta, que serve para reflexão da sociedade, foi a maneira espalhafatosa provocada pela imprensa tendenciosa, principalmente pela TV Bahia, ligado ao pré-candidato a governador, ACM Neto.

A de se notar, antes mesmo, que os policiais deixassem as repartições públicas, e as sedes das empresas citadas, a TV Bahia, logo no início da manhã, já estampava matérias sobre o assunto. Isso se proliferou em todo país como uma praga devastadora, denegrindo as cidades de Eunápolis, Porto Seguro e Cabrália.

Portanto, a Operação, ao invés de contribuir para o esclarecimento dos atos dos prefeitos, serviu para macular a imagem desta região, e atingir em cheio, o andamento das obras que estavam sendo tocadas nessas localidades.

O Brasil vive nesses últimos anos, sob esse circo de ações que escapa para a imprensa, que completa o desserviço.

O que se questiona também aqui nesta pauta, é se existe a necessidade dessa panaceia toda.

Hoje, o município de Eunápolis está com suas obras paralisadas, as licitações emperradas, e setores da administração pública como, os postos de Saúde estão sem medicamentos, em detrimento da necessidade da população.

A situação que vive o Brasil, nos remete ao momento vivido na Rússia, na Idade Média, sob o reinado de Ivã, O Terrível, que governou por 53 anos, e a sua guarda denominada Opritchina, sua mau afamada polícia secreta, que vestidos de negro, saiam a procura de suspeitos, humilhando poderosas figuras, e evitando seus retornos à dignidade de seus cargos.

Vivemos hoje, verdadeiros tempos de inquisição, onde se pro caças às bruxas, sob o pretexto de se combater a corrupção.

É preciso maiores reflexões sobre o assunto. E que essas ações não continuem fazendo estragos nas prefeituras, prejudicando os municípios e as comunidades.

Por: Jackson Domiciano