A onda de apoios que impulsionou Bolsonaro, 63, na última semana antes do primeiro turno espraiou-se, mas não foi suficiente para finalizar o jogo neste domingo (7). Ele tem 46,03% dos votos válidos, com99% das urnas apuradas. Uma série de candidatos associados a seu nome nos estados teve desempenho superior ao que as pesquisas indicavam.

Fernando Haddad, do PT, e Jair Bolsonaro, candidato a presidente pelo PSL Fernando Haddad, do PT, e Jair Bolsonaro, candidato a presidente pelo PSL

Já Haddad, 55, amealhou até agora 28,9% dos votos válidos, conquistando endosso significativo na região Nordeste, berço do homem que o colocou na corrida, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Será o sexto segundo turno em oito eleições presidenciais desde a redemocratização de 1985. 

Se de 1994 a 2014 o que estava em jogo era avalizar ou rejeitar a gestão anterior, agora tanto Bolsonaro como Haddad são opositores ferrenhos da agônica e impopular Presidência de Michel Temer (MDB). O segundo turno, porém, vai se dar entre os dois candidatos de maior rejeição pelo eleitorado.