Aprovada por unanimidade na Câmara de Vereadores, o prefeito municipal Janival Borges instituiu nesta quarta-feira, 14 de novembro, o DIA MUNICIPAL DA POESIA. Em homenagem ao grande poeta Sosigenes Costa, data que marca também o seu aniversário.

Para o Secretário de Cultura e Turismo, o tambem Poeta Herculano Assis, Sosigenes é um dos maiores poetas  do Brasil. “E é por isso e tantos outros motivos e adjetivos, o Dia da Poesia em Belmonte é em sua homenagem”, disse.

Por sua vez, Janival, ressaltou que essa homenagem se estende também aos outros poetas belmontenses, em uma valorização ímpar da cultura da nossa cidade. “Temos em nossa cidade grandes nomes, assim como Sosigenes, e desde já reafirmo aqui o compromisso da nossa Administração Municipal com a cultura de nossa gente”, informou o prefeito.

Sosigenes Marinho Costa nasceu em Belmonte em 14 de novembro de 1901, foi morar em Ilhéus em 1923 com 22 anos, faleceu em 05 de novembro de 1968 aos 66 anos de idade seis dias antes de seu aniversário, Foi redator do Diário da Tarde e secretário da Associação Comercial, e aposentou-se em 1954 como telegrafista do antigo DCT (Departamento de Correios e Telégrafos), foi um poeta brasileiro que começou a escrever a partir de 1922 em revista e jornais, e devido à sua paixão pela literatura ingressou na Academia dos Rebeldes (grupo modernista liderado por Pinheiro Viégas) composta por Alves Ribeiro, Clovis Amorim, Dias da Costa, Da Costa Andrade, Jorge Amado dentre outros que tinham o desejo de mudar a literatura baiana juntamente com os grupos de Samba e Arco & Flexa e teve como principal obra Iararana escrito em 1933 e editado e publicado 1979 – Editora Cultrix., tendo publicado também a Obra Poética pelo que recebeu o Prêmio Jabuti de Poesia, em 1960 O Conselho Estadual de Cultura da Bahia publicou em 2001 uma edição comemorativa do centenário de nascimento do poeta, com o nome de Poesia Completa. Nessa nova edição, além dos textos organizados por José Paulo Paes, aparece o poema longo “Iararana”, uma peça ao estilo do modernismo de 1922, que de alguma forma lembra Cobra Norato, de Raul Bopp, e Macunaíma, de Mário de Andrade.