O 36º FESTIVALE será realizado no período de 21 a 27 de julho de 2019. Terá o tema: “Dos vales ao mar”, fazendo uma alusão à integração dos estados da Bahia e de Minas Gerais que se uniram para a realização do evento, consagrado como um dos mais importantes da cultura popular do Brasil.

Está será a primeira vez que o Festivale sairá do estado de Minas Gerais, passando por cerrado, caatingas e mata atlântica, descendo o rio Jequitinhonha e, poeticamente, vai desaguar na foz do rio, no mar de Belmonte.

Nessa segunda-feira (21/01) o Secretário de Cultura e Turismo de Belmonte, Herculano Assis, cumpriu agenda oficial em Salvador onde, representando o Prefeito Janival Borges, se encontrou com a Secretária de Cultura do Estado da Bahia, Arany Santana. Segundo Herculano, o assunto principal da reunião foi a realização do FESTIVALE (Festival da Cultura Popular do Vale do Jequitinhonha). O Secretário salientou que o evento citado tem amplitude nacional e tem uma importância fundamental para a cultura popular dos Estados de Minas Gerais e Bahia. “Diante da importância do FESTIVALE e de outras iniciativas turísticas que estamos implementando em Belmonte, nós estamos fortalecendo as relações na esfera territorial e buscando uma maior parceria com o Governo do Estado.” – Comentou Herculano
 
 
O FESTIVALE é o maior evento de cultura popular do Vale do Jequitinhonha e do Brasil, onde há muita música, literatura, teatro, dança, artesanato, fotografia e culinária, durante 7 dias. O evento realizado é itinerante, acontecendo, a cada ano, em uma cidade

 Dos 63 municípios mineiros da bacia hidrográfica do rio Jequitinhonha, 23 cidades já foram sede do FESTIVALE: Almenara, Araçuaí, Bocaiúva, Capelinha, Carbonita, Diamantina, Felício dos Santos, Felisburgo, Grão Mogol, Itaobim, Itinga, Jequitinhonha, Joaíma, Jordânia, Minas Novas, Padre Paraíso, Pedra Azul, Rubim, Salinas, Salto da Divisa, Serro, Taiobeiras e Virgem da Lapa. Em algumas cidades, o evento aconteceu mais de  uma  vez.  O Vale do Jequitinhonha baiano tem 7 municípios (Itagimirim, Itapebi, Porto Seguro, Belmonte, Eunápolis, Santa Cruz de Cabrália e Mascote). Agora, chegou a vez de Belmonte, na Bahia.
 
O encontro das águas barrentas do Rio do Jequitinhonha com o mar deu nova  cor às águas. Por isso, Belmonte é conhecida como a "Cidade do Mar Moreno".
 
Um Festival que acontece desde 1980, tendo seu primeiro acontecimento em Itaobim, no Médio Jequitinhonha, no nordeste de Minas, sempre prondo grandes mostras de cultura popular, com resultados que ainda hoje são evidenciados no Brasil e no mundo.

O FESTIVALE  já revelou e reverenciou muitos artistas:
*cantores e compositores como Paulinho Pedra Azul, Saulo Laranjeiras, Rubinho do Vale, Pereira da Viola, Titane, Dércio Marques, Doroty Marques, Tarancón, Xangai, Elomar Figueira de Melo, Pedro Morais, Tau Brasil, Bilora, Verono, Saldanha Rolim, Arnô de Minas Novas, Arlindo Maciel, Milton Edilberto, e tantos outros.  

*Poetas como Gonzaga Medeiros, Cláudio Bento, Celso Freire, Narciso Durães, João Evangelista Rodrigues, etc. 

*Artesãos como Dona Isabel (Ponto dos Volantes); Lira Marques e Zefa (Araçuaí);  Ulisses de Itinga, Ulisses de Caraí, Dona Noêmia, Zé do Ponto (Chapada do Norte), Zezinha (Campo Alegre - Turmalina), as tecelãs de Berilo (Leontina, Pretinha, Natalina), Ana do Baú e Mestre Bastião (Minas Novas), Zé do Balaio (Almenara), Daguimar (Palmópolis)... 

*Artistas plásticos como Marina Jardim (Rubim), Gildásio Jardim (Padre Paraíso),  Leandro Júnior (Chapada do Norte), Marcelo Brant (Diamantina)...

Grupos de teatro de Araçuaí, Jequitinhonha, Medina, Padre Paraíso, Taiobeiras, Pedra Azul, Almenara, Itaobim, Itinga, Capelinha... 

*Corais e mais corais: Trovadores do Vale, Araras Grandes e Nossa Senhora do Rosário (Araçuaí); Coral das Lavadeiras de Almenara; Vozes do Jequitinhonha (Jequitinhonha); Vozes das Veredas (Veredinha); Flor de Liz e Água Branca (Itinga); Nós de Minas e Voz do Alagadiço (Coronel Murta); Ribeirão de Areia (Jenipapo de Minas); Bem-ti-vi (Virgem da Lapa)...
Aos 38 anos de existência, sempre prou grandes eventos e com resultados que traduzem em grandes legados culturais por onde quer que seja realizado.
 
 
 
Onde fica Belmonte
Belmonte fica no sul da  Bahia, quase na divisa com Minas. Faz limite com os municípios de  Santa Cruz de Cabrália, Canavieiras, Eunápolis, Itapebi e Mascote.
Está a 72 km de Porto  Seguro; a 56 km de Santa Cruz de Cabrália; 101 km até Itapebi; 130 km de Eunápolis, cidades do sul da Bahia. Das cidades mineiras, Belmonte está a 153 km de Salto da Divisa; 256 km de Almenara; a 440 km de Araçuaí.
Mapa do Extremo sul da Bahia.
Sua população estimada pelo IBGE, em  2018, foi de 24.013 habitantes, sendo cerca de 13 mil na  cidade e 11 mil habitantes no meio rural.
No início do século XVIII, colonos portugueses comemoraram o povoamento de São Pedro do Rio Grande, nas proximidades do rio Grande, atual  Rio Jequitinhonha. 
Vista aérea da cidade de 13 mil habitantes
Inicialmente, Belmonte foi habitada por índios botocudos, catequizados pelos jesuítas que a fundaram e construíram a capela de Nossa Senhora de Madre de Deus. A capela foi a primeira construída no local. Durante muito tempo a cidade foi importante porta de entrada para Minas Gerais, através do rio Jequitinhonha, única via navegável até Saldo da Divisa, no Baixo Jequitinhonha, em Minas.
Mapa da Costa do Descobrimento, no sul da Bahia

O município está situado numa planície entre o rio Jequitinhonha e o oceano Atlântico. Viveu bons tempos de cultivo do cacau, no século XX. Em 1891, passou à categoria de cidade, inicialmente com o nome de Belmonte do Jequitinhonha.  Historiadores supoem que o nome Belmonte foi sugerido pelo ouvidor de Porto Seguro, em homenagem à cidade homônima portuguesa, onde nasceu Pedro Álvares Cabral.

A suposição  histórica leva a crer que os primeiros "sinais de terra" (ervas flutuantes, troncos de árvores e raízes) avistadas pela esquadra de Cabral, tenham partido do rio Jequitinhonha, que, há 500 anos atrás, deveria ser mais caudaloso, arrastando espécies da Mata Atlântica que ficavam boiando ao sabor das correntes marinhas.

Na  foz do rio Jequitinhonha existem manguezais com a vegetação típica que inclui caules retorcidos, com o emaranhado de  seus galhos rugosos e raízes entrelaçadas, numa mostra de uma fauna riquíssima.

É uma das únicas quatro localidades brasileiras onde pode ser encontrada uma árvore da Mata Atlântica ameaçada de extinção, a Buchenavia hoehneana.
No centro da cidade está localizado um imponente farol, construído pela mesma empresa que construiu a Torre Eiffel.
As áreas econômicas do município são bastante diversificadas: agricultura, pecuária, pesca, comércio, indústria, serviços  e turismo.
Na agricultura: antes da praga da vassoura de bruxa, o produto que mais se destacava era o cacau, representando 80% da produção do município, no século XX. Hoje, tem cerca de 17% da fonte de renda local. Logo depois, vem o côco da Bahia e o coqueiro piaçava utilizado na fabricação de vassouras, artesanato e coberturas de cabanas. 
O Censo Agropecuária de 2017 apontou grande produção de banana, caju, côco da Bahia, mamão, pimenta do reino, pupunha, abóboras, jerimum, batata doce. Na pecuária, uma produção de 8 milhões de leite/ano.
A caraterística é de produção em grandes propriedades, empregando pouco mais de 3.500 pessoas.
Muita concentração de renda. Censo do IBGE de 2010 apurou que 47% da renda per capita era de 1/2 salário mínimo. 
O IDHM era de 0,598. O PIB per capita, e, 2016, foi de R$ 11.902,74. 
Tem mais de 31 mil hectares ou 30% da sua área de matas e florestas naturais, de preservação ambiental.
O comércio e a indústria são responsáveis pela maioria dos empregos gerados no município. Serviços e turismo tem alguma representatividade na ocupação de trabalho.
 

Veja video e conheça mais a cidade de Belmonte: