O site Bahia40graus entrevista o parlamentar Jânio Natal (Podemos), de 64 anos.
 
Candidato à reeleição para deado estadual, ele já foi vereador em Salvador, prefeito de Belmonte, prefeito de Porto Seguro e deado federal. Na Assembleia Legislativa da Bahia atuou em diversas comissões buscando a melhoria dos serviços públicos aos cidadãos baianos. 
 
Bahia40graus: Sua reeleição de dep. seria sua aposentadoria na política ou ainda tem planos para depois do mandato?
 
Jânio Natal –Ensina um velho ditado que “o futuro a Deus pertence”. O meu principal objetivo, ao entrar na política, foi ajudar as pessoas mais humildes; é isto que venho fazendo e que pretendo continuar fazendo, enquanto Ele me der força e saúde. Então, por enquanto, aposentadoria não está nos meus planos; pretendo continuar trabalhando por nossa terra e nossa gente, e acho que só a morte poderá interromper a minha vida política.
 
Como o Sr. explica as dobradinhas com os deados federais em diversas cidades?
 
JN –Ao longo de toda a minha carreira sempre mantive a minha independência e fui coerente com o que penso; apoio Rui Costa, porque ele está fazendo um bom governo e merece o nosso voto. Aliança em período eleitoral é coisa da política. Sou do partido Podemos, que não é um partido radical e nem incoerente com seus ideais; além disto, em cada município existem detalhes diferentes e várias correntes políticas, que precisamos harmonizar para o bem comum.
 
Estou fazendo muitas parcerias diferentes, em todo o estado. Em Porto Seguro tenho parceria com o deado federal Aleluia (DEM). Em Eunápolis, estou com Adolfo Viana (PSDB), junto com grandes parceiros e líderes políticos que me escolheram para fazer essa dobradinha com Adolfo, uma pessoa de muito caráter.
 
Em Itabela, faço dobradinha com Valmir Assunção, que é de outra corrente; em Belmonte e Itagimirim, tenho parceria com Bacelar; em Itapebi, com Bacelar e Uldurico; em Cabrália, com Bacelar e Héber Santana; em Itamaraju, com Luciano Araújo e em Barrocas com José Nunes.
 
Se fosse listar todos os municípios baianos teria que citar mais uns dez dep. diferentes. Resumo: nem sempre as dobradinhas acontecem de acordo com as nossas vontades; o que precisamos, sempre, é colocar acima de tudo os interesses do povo e do município!
 
 
Por que a dobradinha com a família Pinto não deu certo em Porto Seguro?
 
JN –Eu não diria que não deu certo. Acontece que é como expliquei antes: as alianças acontecem de acordo com circunstâncias do momento, sempre colocando em primeiro lugar os interesses do povo e do município. Agora a situação é outra e precisamos traçar uma nova estratégia, para buscar os melhores caminhos. Tenho uma boa relação com a família Pinto, mas estamos com governadores e presidentes diferentes e isto nos traria constrangimentos durante a campanha.
 
Faça uma avaliação de campanha no extremo sul.
 
JN –Eu nasci nesta região; tenho um carinho muito grande por ela e por nossa gente! Por isto, as cidades do extremo sul baiano são todas especiais para mim: não faço distinção e dediquei grande parte do meu mandato a todas elas, defendendo uma saúde digna, uma educação de qualidade e uma segurança eficaz, além de estar sempre solicitando ao governo do estado mais obras para o turismo e mais infraestrutura para cada município.
 
Além de tudo isto, é preciso salientar que o nosso gabinete realiza um trabalho muito importante, cuidando da saúde das pessoas, principalmente daquelas que precisam de assistência médica fora do município. Acrescento, ainda, que consegui muitas verbas para construção de postos de saúde, aquisição de  equipamentos hospitalares, policlínica e calçamento de ruas. Doamos seis ambulâncias para diferentes municípios, trouxemos energia elétrica e poços artesianos. Fizemos muito mais, pelo nosso extremo sul!
 
Como o Sr. vê essa eleição com as novas regras sem volume de propaganda eleitoral nas ruas?
 
JN –Os candidatos estão se adequando às novas regras e só poderemos perceber algo mais após os resultados das eleições. Uma coisa, posso afirmar: o índice de abstenção, brancos e nulos, atingirá a casa dos 40%.
 
O Sr. sempre foi um político que montou coligações vencedoras, o chapão na base do governador agora ajuda ou dificulta sua eleição?
 
JN –Quanto ao Chapão, no qual me incluo, eu danço conforme a música. Estou fazendo campanha, para ser eleito com uma boa margem de votos!
 
A corrupção no extremo sul e no Brasil vai continuar ou o Sr. vê esperança de um freio a partir das operações da Polícia Federal?
 
JN –Eu vejo o trabalho da Polícia Federal como muito positivo; é importante para o combate da corrupção em nosso País e em nosso estado, principalmente no extremo sul baiano, onde existem pessoas que ainda não perceberam que o País quer mudança e esta mudança tem que começar dentro dos municípios!
 
O que Jânio Natal traz de novo no próximo mandato?
 
JN –Continuarei com o mesmo trabalho, dedicação e comprometimento em meu novo mandato, se Deus e o povo permitirem, enfim, pretendo continuar o trabalho que venho realizando, nestes 30 anos de política, em prol da Bahia e dos baianos!
 
Suas considerações finais.
 
JN –Primeiro quero agradecer, de coração, a oportunidade que este importante órgão de imprensa me oferece, para falar a todo o nosso povo.
 
Espero que esta seja uma campanha que prime pelo respeito mútuo e pela seriedade. Peço que Deus ampare a mim e a todos os candidatos e pessoas envolvidas nas campanhas, para que não ocorra violência física e nem moral, principalmente contra as famílias, e que nenhum acidente ocorra!
 
 
Que Deus ajude a todos nós e que sejam eleitos os melhores candidatos, para que possamos ter um Brasil melhor e uma Bahia melhor, onde as pessoas possam viver cada vez melhor!