Centenas de prefeitos lotaram o auditório Petrônio Portela no Senado Federal. ENTRE ELES O PREFEITO DE BELMONTE JANIVAL ANDRADE. (Foto: Divulgação)

A CNM (Confederação Nacional dos Municípios) realiza nesta quarta-feira (22) uma mobilização nacional em Brasília. Desde ontem, representantes das prefeituras se reúnem com parlamentares a fim de pror a agenda municipalista. Às 19h, eles serão recebidos pelo presidente Michel Temer (PMDB) e o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB-RS).O Palácio do Planalto alterou o horário, que seria às 17h, por conta da Cerimônia de Posse do Ministro das Cidades, Alexandre Baldy. A audiência com o Temer faz parte das atividades da campanha “Não Deixem os Municípios Afundarem”, que reúne 2 mil prefeitos em Brasília.

A entidade já se reuniu com o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), o relator da reforma da Previdência, Arthur Maia (PPS-BA).  A CNM pede, por exemplo, a derrubada do veto da medida que prevê um encontro de contas entre municípios e a União e a liberação de um apoio financeiro às prefeituras. Há uma sessão do Congresso prevista justamente para a tarde desta quarta-feira, na qual podem ser analisados vetos presidenciais, entre eles o pleiteado pelos prefeitos.

A principal reivindicação da pauta prioritária com a Presidência de República é um AFM (Apoio Financeiro aos Municípios) de R$ 4 bilhões – para auxiliar no fechamento das contas deste ano. Desde que a agenda foi confirmada, especula-se que o governo se dispôs a avaliar a possibilidade de liberar a verba, em troca de engajamento dos prefeitos para garantir a Reforma da Previdência.

No entanto, o presidente da Confederação Nacional de Municípios, Paulo Ziulkoski, tem refutado a vinculação feita, principalmente, por veículos de comunicação. Durante as atividades do movimento municipalista, na manhã desta quarta-feira, o líder municipalista lembrou que a entidade já havia se posicionado favorável a reforma, porque é benéfico aos municípios.

Ziulkoski também encontrou o relator da reforma da Previdência, deado Arthur Maia (PPS-BA), nas atividades da campanha no Congresso Nacional, na tarde de ontem. Na ocasião, destacou que a reforma também é importante para a economia no País, e que o movimento municipalista continuará acompanhando o tema para alinhar pontos que ainda não estão adequados para os entes locais. “A reforma trará um certo alívio para a gestão dos prefeitos”, afirmou o presidente da CNM há meses. A época, Ziulkoski disse que grande parte dos Municípios teriam mais recursos o para aplicar em outras áreas.

Mobilização

Centenas de prefeitos lotaram o auditório Petrônio Portela no Senado Federal na manhã desta quarta-feira para a mobilização “Não deixem os Municípios Afundarem”. Liderado pelo presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, o movimento municipalista debateu a agenda do dia.

Ziulkoski pontuou o passo-a-passo da agenda do dia: passeata nos arredores do Congresso, encontro com o presidente da República, Michel Temer, e votação de pautas de interesse dos Municípios. “Temos que estar unidos e organizados para conseguir o que a gente quer, se não não vai encaminhar nada”.

Após falar da agenda, Ziulkoski revisou a pauta prioritária defendida pelos municípios. ” Estamos pedindo uma migalha, tendo em vista as ações que foram feitas para os Estados. Precisamos articular com nossos parlamentares para eles também pressionaram o governo,” disse.