Se os resultados dentro de campo não vem favorecendo o Vitória, uma crise interna começa a ganhar contornos no clube. Em decisão assinada no dia 02 de maio e divulgada apenas nesta quinta-feira (10), 22 dos conselheiros mais antigos do clube, com 25 anos no cargo, renunciaram ao posto.

Entre os que assinam a carta, estão o ex-presidente do clube Jorginho Sampaio, o secretário de mobilidade Fábio Mota e o ex-diretor geral da Defesa Civil de Salvador e envolvido no escândalo do “bunker do Geddel”, Gustavo Ferraz. Todos membros da chapa “Vitória do Torcedor”, que elegeu o ex-presidente Ivã de Almeida.

De acordo com a carta de renúncia, os ex-conselheiros acusaram a diretoria de “desrespeitar regras e princípios estatutários de governança, lisura, transparência e moralidade” e afirmaram que “inexistindo ambiente e clima favoráveis a uma convivência cordial e salutar, os subscritores desta carta manifestam sua RENÚNCIA ao honroso cargo de Conselheiro do Esporte Clube Vitória”.

Uma Assembléia Geral havia sido convocada pelo grupo que redigiu a carga em 2017, para analisar a “prática de atos que denotem gestão temerária em face de graves denúncias”, mas segundo o grupo, o processo não foi instaurado por conta de “manobras processuais desenvolvidas no seio do Colegiado”, em acusação ao  presidente do Conselho Deliberativo do clube, Paulo Catharino.

Fontes internas do clube afirmaram que a gestão do presidente Ricardo David  tem desagradado parte dos membros e que mais renúncias podem acontecer nos próximos dias.